Álvaro Faria

Nasceu a 6 de Julho de 1954.

Iniciou a sua carreira de actor na Companhia do Teatro Nacional (Empresa Rey Colaço-Robles Monteiro), em finais de 1973.

Actuou em dezenas de peças, em companhias como a Casa da Comédia, Teatro Experimental de Cascais, Grupo 4 / Teatro Aberto, Primeiro Acto, Reportório / Teatro Maria Matos, Acarte / Fundação Gulbenkian, Companhia de Teatro de Almada, Centro de Arte Dramática de Oeiras, etc. Representou autores como António Buero Vallejo, Bernardo Santareno, Brecht, Witkiewicz, Almeida Garrett, Gil Vicente, Gombrowicz, Lope de Vega, Yves Jamiaque, Peter Weiss, Marlowe, António Ferreira, Eugene O'Neill, Molière, Tenessee Williams, Shakespeare, etc., sendo dirigido por encenadores como José Osuna, Rogério Paulo, João Lourenço, Fernando Gusmão, Carlos Avilez, Fernanda Lapa, Rui Mendes, Morais e Castro, Herlânder Peyroteo, Carlos César, Castro Guedes, Armando Cortez, Blanco Gil, Joaquim Benite, Silvina Pereira, Celso Cleto, Almeno Gonçalves, etc. Efectuou espectáculos na Madeira, Açores, Brasil, Estados Unidos, México, França e Suíça.

Participou em quase uma centena de produções televisivas, entre peças, telenovelas, séries, mini-séries, telefilmes, programas recreativos ou para crianças, etc. Foram sobretudo as suas actuações nas telenovelas Origens e Palavras Cruzadas e, mais tarde, na série Jornalistas que o tornaram conhecido do grande público.

Em cinema, actuou nas longas-metragens Iratem e Iracema (de Guilherme d' Eça Leal), Portugaru-San (de Paulo Rocha), A Falha, Duas Mulheres (ambas de João Mário Grilo), Um Funeral à Chuva (de Telmo Martins), O Bairro (de Jorge Cardoso, Lourenço Mello, José Manuel Fernandes e Ricardo Inácio), Virados do Avesso (de Edgar Pêra) e Para além da Memória (de Miguel Babo) e em diversas curtas-metragens, entre as quais Rupofobia (de Telmo Martins), premiada nacional e internacionalmente.

Participou em mais de duas centenas de peças, folhetins e outros programas de rádio, gravou diversos anúncios para rádio e televisão (nestes, a maioria só com locução) e locuções para documentários, efectuou dobragens, actuou diversas vezes como contador de histórias, interveio em animações, sessões de poesia e lançamentos de livros, apresentou espectáculos, etc.

Escreveu (por vezes em co-autoria ou como orientador de criações colectivas) e/ou encenou mais de duas dezenas de espectáculos levados à cena, para além de várias obras para rádio. Tem os seguintes livros editados: a peça A História de Suleiman (Campo das Letras, 2003), a obra para crianças O Berbicacho (Ministério dos Livros / Lua Mágica, 2009), a peça para público infanto-juvenil As Viagens do Zé Latão (Imprensa Nacional – Casa da Moeda / Sociedade Portuguesa de Autores, 2012) e o romance O Sobrevivente (Bookbuilders, 2018).

Paralelamente, e com o nome de Álvaro Pereira, desenvolveu uma carreira no campo do xadrez, sendo grande-mestre na modalidade por correspondência e tendo escrito os livros Karpov-Korchnoi: 32 Lições de Xadrez (em co-autoria, 1978, esgotado) e Introdução ao Xadrez (1988, duas edições, esgotado), ambos publicados pela Caminho.